sábado, 16 de maio de 2009

Uma cidade de contrastes

Berlim é a cidade européia onde o passado ecoa de maneira mais forte, talvez pelo fato de ser muito recente. O peso de sua história, presente em cada esquina, cria uma atmosfera diferente, de contrastes, como se o novo quisesse rapidamente subtrair o antigo. Tome como exemplo a única Alexanderplatz, antigo centro da parte oriental de Berlin: seu visual casual, alegre e despojado contrasta diametralmente com o ar sisudo e formal da Potsdamerplatz, sua congênere do lado ocidental. O muro caiu, mas algo das diferenças permanecem.


A força desta história fica patente ao visitarmos o memorial do holocausto, localizado logo acima da potsdamerplatz. É uma obra genial de arquitetura com incontáveis estelas (blocos geométricos de concreto) simbolizando o genocídio judeu, além de um centro muito bem organizado com fotos, vídeos e dados deste terrível momento histórico. Logo adiante está o Portão de Bradenburgo, cartão postal da cidade e marco de sua mais importante avenida, a Unter der liden. Encaramos as longas filas mas não nos arrependemos nem um minuto de haver subido até a redoma de vidro do Bundestag (antigo Reichstagg). Outra obra-prima da arquitetura moderna, a gigantesca redoma de vidro permite vistas magníficas de toda a cidade. Foi difícil mas encontramos o memorial dos livros queimados em Bebelplatz,
uma discreta janela de vidro no chão com prateleiras e mais prateleiras de livros vazias. Os nazistas costumavam acender altas fogueiras com livros censurados pelo governo.



No dia seguinte rumamos para o checkpoint Charlie, a poucas quadras do nosso hotel. Tiramos fotos com a famosa placa "you are now leaving the american sector...", mas optamos por não entrar no museu, um bocado caro. De lá seguimos para o parque olímpico, onde foram realizadas as olimpíadas de 1936. A grandeza do lugar dá uma idéia do tipo de arquitetura que agradava a Hitler. Fizemos um ótimo negócio optando por comprar um passe de metrô para todo o dia, pois assim pudemos conhecer vários lugares sem ficar muito cansativo. No east side gallery está a porção mais longa do muro de Berlim ainda em pé. Ele é todo preenchido por coloridos desenhos em grafite, com recados de pessoas de todos os cantos do mundo. Fomos a algumas galerias e destas a que mais gostamos foi a de Kurfürstendamm, que parece ser a avenida de lojas e comércio mais movimentada da cidade. A torre solitária de uma igreja parcialmente destruída por bombardeios na segunda guerra ainda está de pé, destoando do cenário cercado de lojas da Puma, Nike town e Hard Rock Cafe.

Como ninguém é de ferro e fazer turismo também cansa, retornamos para o hotel ainda a tempo de beber uma cerveja alemã bem gelada. Fomos para a cama ainda impressionados com os paradoxos desta cidade, que cativa ao mesmo tempo que perturba.





3 comentários:

  1. Continuo viajando com voces, As vezes acho , com as descrições tão bem feitas que vocês fazem, que não visitei essa Europa que vocês veem.Cris , lembra daquela geleia? O nome dela é " Dan gamle Fabrik ja Brombeere"comprada na KaDeWe , no último andar. Nunca vi nada igual a KaDeWe com relação a alimentação. Que Deus continue iluminando essa viagem , com muita paz, serenidade e sabedoria. Amo vocês MM

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  2. Concordo com a Carmem. Isso parece mais um sonho
    Ei, Marcio isso é que se chama cultura,heim!
    Enquanto vocês passeima e se divertem.eu estou aqui em Uberaba curtindo o meu filhão que chegou hoje as 6 da matina e já vai amanhã à noite.
    O importante é que estmos todos felizes, graças ao bom DEUS.
    Beijos Cris e Marcio Vovó Ana








    Concordo com a Carmem. Isso parece mais um sonho.

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  3. Por todos esses motivos que vocês deram e vários outros Berlin é a minha cidade Européia preferida. A atmosfera da cidade é única e várias vezes questionamos se aquilo tudo ocorreu mesmo tamanho o absurdo e a idade dos faots.

    Aproveitem o máximo!

    Abraços!
    Marcelo e Flavinha

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