segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O berço da Europa
Mas antes disso, visitamos a principal atração da ilha: o palácio de Knossos. É um lugar obrigatório para quem vem à Creta. Foi aqui que viveu a civilização avançada mais antiga da Europa, de onde nasceu a lenda de Atlândida. Suas ruínas são quase tão antigas quanto as pirâmides egípcias. Outra lenda também nasceu aqui: a do minotauro, encerrado num labirinto que existia sob o palácio. Suas ruínas foram descobertas em 1878 por um arqueólogo inglês chamado Evans, mas apenas em 1905 foi iniciado o trabalho de restauração. Ficamos horas imaginando que naquele local toda uma corte e reinado existiram há quase 4.000 anos atrás. O Márcio não pára de procurar por um livro de mitologia grega que ele tanto gosta (mas infelizmente não encontramos exemplares em português).
A noite, apesar do início da semana, é bem agitada. Fomos até a praça principal, onde há uma fonte iluminada com inúmeros bares ao redor. A cerveja gelada inclui no seu preço amendoim, batatas fritas, água mineral e até uma deliciosa salada de frutas. Conhecemos a pé a rua do mercado, com suas várias lojinhas e vendas de produtos locais. Parecia uma feira do Paraguai, mas entre várias lojas de grifes famosas. Hoje viemos caminhando do hotel até o porto, uma curta caminhada de alguns minutos na beira do mar. Estamos com muitas saudades de todos!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Final de semana grego
Desembarcamos em Atenas com agradáveis 24 graus. Qual não foi nosso alívio ao deixarmos para trás os agasalhos e cachecóis! Logo ao pegar o ônibus que nos levaria para o centro da cidade, a primeira diferença: o alfabeto não era mais o ocidental! Todos literalmente falavam grego ao nosso redor. A língua é interessante, tem um sotaque espanhol mas soa logicamente indecifrável. Felizmente as placas de sinalização também são escritas em inglês, o que parece ser uma inovação iniciada com os jogos olímpicos de 2004.
Outra surpresa foi o metrô. As estações são as mais limpas que já vimos, chegando mesmo a serem luxuosas. Não é uma rede muito extensa, mas notavelmente moderna e bem cuidada. Numa das estações (monestiraki) havia uma espécie de museu com achados arqueológicos e toda uma rua antiga que foi descoberta no período de sua construção. Chegamos ao hotel já tarde da noite, após uma breve caminhada pelos seus arredores que não eram os mais acolhedores. Felizmente o hotel em si era como uma ilha da fantasia: quartos impecáveis e sofisticados, e o atendente ainda falava português!
Um dos momentos mais impactantes da viagem veio na manhã seguinte: enxergar a acrópole lá no alto, imponente e magnífica! É impossível tirar o olhar do Pathernon, um daqueles cartões-postais que você vê desde criancinha e que quando conhece pessoalmente custa a acreditar. Apesar do Pathernon dominar o cenário, a acrópole também possui dois outros belíssimos templos, o templo de Atenas Nike logo próximo da entrada e o templo de Posseidon com as famosas cariátides (colunas em forma de mulher). A entrada na acrópole (que por sinal pagamos meia) dá ainda direito a visitar algumas outras atrações atenienses: o templo de Zeus, com suas poucas colunas altíssimas que ainda ficaram de pé; o teatro de Dionísio aos pés da acrópole (local onde há mais de 2000 anos as primeiras tragédias gregas e os poemas de Sófocles eram declamados) e as ágoras antiga e romana. As ágoras eram os centros comercial e administrativo da cidade, equivalentes do foro romano em Roma. O momento que considerei mais inesquecível foi sentar num banquinho bem no meio da ágora antiga, olhando aquelas ruínas e imaginando que entre aqueles templos e árvores Sócrates em algum momento fazia suas interrogações filosóficas.
Conhecemos ainda um dos museus mais importantes do mundo (pagando meia, claro!), o museu arqueológico nacional. Contém milhares de vasos, estátuas e afrescos antigos. Chama a atenção os instrumentos médicos e odontológicos antigos utilizados na época de Hipócrates e duas de suas principais atrações: a máscara de Agamenon (máscara mortuária de ouro com o semblante indecifrável) e a estátua de Atenas (réplica criada antes de Cristo que é a única idêntica à que existia dentro do Pathernon). À noite ainda encaramos a agitadíssima área de Plaka, com suas dezenas de bares e restaurantes com a acrópole iluminada ao fundo.
No dia seguinte foi a vez de conhecermos o antigo estádio olímpico, local onde foram realizadas as primeiras olimpíadas da era moderna (1896) e onde ocorreu o final da maratona de 2004 (aquela em que o maratonista brasileiro foi empurrado para fora da pista por um fanático). Imagino a emoção dos atletas em adentrar o estádio onde a história dos jogos olímpicos foi iniciada, e lógico com a acrópole ao fundo. A troca da guarda, que ocorre a cada hora em frente ao monumento ao soldado desconhecido, é bem interessante: militares de saia e com uma pantufa que parece de Aladin, marchando como bailarinas. Ali por perto fica a igreja de Panagía Gorgoepikoos, católica e ortodoxa, com lindos quadros e afrescos. Almoçamos numa das ruelas sinuosas de Plaka, um prato típico de carne de cordeiro com uma cerveja grega. Precavidos, saímos cedo para o aeroporto e em alguns momentos pousaremos em Creta, após um rápido vôo na qual as aeromoças mal têm tempo de oferecer o serviço de bordo.
domingo, 17 de maio de 2009
De Berlim para Atenas
Ainda visitamos o Schloss Charlottenburg, que é o maior castelo da cidade e um belo exemplo da arquitetura barroca alemã. Há um lindo jardim em seus fundos, lugar perfeito para caminhadas e corridas. Almoçamos na potsdamerplatz e, quando menos esperávamos, o relógio já avançava pelas duas horas da tarde! Fizemos um percurso de trem com emoção desde o nosso hotel até o aeroporto, mas felizmente chegamos a tempo do check in. A nossa empresa aérea, easyjet, parece ser dona de todo um terminal do aeroporto. Nunca vimos uma fila ao mesmo tempo tão longa e tão rápida! Pena que eu não aprendi com meus erros passados e acabei tendo que deixar de presente para a policial do aeroporto o creme facial que havíamos comprado em Paris (sua embalagem tinha mais de 90ml, e havia ficado na minha mochila...)
Bem, imprevistos a parte, em poucos minutos estaremos pousando na Grécia. A Cris não esconde seu entusiasmo por reencontrar o calor, sol, praia e claro pela expectativa de visitar a acrópole! Sem dúvida realizaremos outro sonho de infância conhecendo a capital grega!
sábado, 16 de maio de 2009
Uma cidade de contrastes
A força desta história fica patente ao visitarmos o memorial do holocausto, localizado logo acima da potsdamerplatz. É uma obra genial de arquitetura com incontáveis estelas (blocos geométricos de concreto) simbolizando o genocídio judeu, além de um centro muito bem organizado com fotos, vídeos e dados deste terrível momento histórico. Logo adiante está o Portão de Bradenburgo, cartão postal da cidade e marco de sua mais importante avenida, a Unter der liden. Encaramos as longas filas mas não nos arrependemos nem um minuto de haver subido até a redoma de vidro do Bundestag (antigo Reichstagg). Outra obra-prima da arquitetura moderna, a gigantesca redoma de vidro permite vistas magníficas de toda a cidade. Foi difícil mas encontramos o memorial dos livros queimados em Bebelplatz,
uma discreta janela de vidro no chão com prateleiras e mais prateleiras de livros vazias. Os nazistas costumavam acender altas fogueiras com livros censurados pelo governo.
Como ninguém é de ferro e fazer turismo também cansa, retornamos para o hotel ainda a tempo de beber uma cerveja alemã bem gelada. Fomos para a cama ainda impressionados com os paradoxos desta cidade, que cativa ao mesmo tempo que perturba.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Longa viagem para as terras germânicas
Amanhã continuaremos nossa aventura por Berlim. Continuem escrevendo, estamos acompanhando todos os comentários!