domingo, 10 de maio de 2009

Dias inesquecíveis em Paris


Caminhando do metrô até o hotel, uma doce sensação de deja-vu invade os nossos corações. O mesmo vendedor de frutas e flores na esquina da praça, o mesmo café onde um ano atrás fazíamos um brinde – estávamos de volta à Paris! Mesmo cansados da viagem e aventuras no aeroporto, não poderíamos deixar de visitar a grande anfitriã da cidade. Deixamos as malas e partimos para rever a tour Eiffel, há algumas quadras de onde estávamos. Como havíamos sonhado com este momento enquanto preparávamos a viagem! Bem, rever a monumental torre de ferro iluminada sempre supera qualquer expectativa. Tudo o que ela representa – romance, glamour, viagens, luz – torna a experiência de visitá-la indescritível para qualquer pessoa!



Conhecer uma cidade como Paris deve levar toda uma vida. Locais que imaginávamos já conhecer pareciam totalmente novos, com ângulos inéditos a cada passo. Ao acordarmos no dia seguinte, seguimos para a Champs-Élysées, de onde seguimos caminhando até a place de Concorde com seu alto obelisco egípcio dominando o cenário. Uma taça de vinho e uma pizza com presunto de Parma nos acompanharam enquanto observávamos as bandeiras francesas e multidão que sempre lota a avenida. A Cris já descobriu o local que pretende freqüentar em algum momento futuro: a chique avenue Montaigne, com suas lojas exclusivas da Dolce Gabbana, Versace, Chanel e etc. Pena que nas vitrines os preços eram na maioria de 4 dígitos. Tomamos sorvete no jardin des Tuileries para então seguir até os jardins do palais Royal, bem próximo ao museu do Louvre. No caminho ficamos surpresos com a beleza de dois palácios que parecem gêmeos – o petit palais e grand palais, um de frente para o outro, que passaram absolutamente desconhecidos a última vez que aqui estivemos. Ainda encontramos tempo de entrar na galeria Les Halles e visitar a enorme Fnac. Nosso destino final foi a famosa place des Vogues, com suas mansões e simetria perfeitas, e a casa de onde Victor Hugo escreveu os últimos capítulos de Les miserables.




Dois momentos certamente serão inesquecíveis. Após comprarmos nossas bebidas e baguetes, seguimos novamente para a tour Eiffel e fizemos um piquenique nos gramados dos jardins do champ de Mars, sob a luz do luar e da torre. Nada exclusivo, no entanto – cerca de 200 outras pessoas deviam nos acompanhar na mesma idéia. Descobrimos que se quiséssemos até mesmo comprar uma garrafa de champanhe naquele momento conseguiríamos – era vendida pelos mesmos marroquinos que vendiam chaveiros e flores embaixo da torre. O outro foi também um piquenique, desta vez às margens do Sena e com vista para a Notre Dame, deliciando uma fogazza quentinha enquanto o vento gelado afastava a chuva que ameaçou mas não caiu.




Como faz diferença voltar à uma cidade como Paris pela segunda vez! Passeamos descompromissados pela ilê de la cite (há uma praça linda atrás da notre-dame) e pelas alegres ruas do quartier latin. Bem, sempre há Paris. Seus cafés em cada esquina, bistrôs, places e inumeráveis monumentos tornam a cidade inesquecível. Partimos já com saudades, rumo à Bruxelas.

4 comentários:

  1. Marcio de Cris
    Ficamos com saudade de 3 dias sem as boas noticias de voces, sentimos falta das narrativas intelectuais do Marcio e dos cometários extrovertidos da Cris. Hoje foi o dia das mães e sentimos muito a falta de voces, abra o meu blog que coloquei noticias do dia de hoje OK?
    Abraços de beijos
    Manoel Naves

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  2. Paris é mesmo um caso a parte. Vocês falaram da galeria Les Halles e automaticamente vem à mente milhões de lembranças do que foi pra mim e pra Flavinha o ponto de saída e de chegada de qualquer passeio em Paris. Era de lá que pegávamos o metrô para o nosso hotel, que ficava fora da Periferique. Boas lembranças...

    Abraços!
    Marcelo e Flavinha

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  3. Olás,
    aqui em Lisboa tivemos ótimas experiências e conhecemos lugares incríveis... mas não há duvidas de que o melhor deve estar por vir em Paris... aproveitem por aí... abração
    Márcio e Raquel

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